Ney Inacio voltou a expor detalhes de sua saída conturbada do “Programa do Ratinho”. O repórter afirma que foi demitido enquanto tratava mais de um câncer. O desabafo ocorreu em uma postagem, onde ele afirmava não sentir falta da atração e da televisão depois de quatro anos afastado.
Um internauta, então, comentou: “Só não entendo pra que ficar falando mal do Ratinho”. Ney retrucou: “Não entende? Você acompanhou minha saída? Ajudei com minhas matérias a audiência por 26 anos. Ajudei o cara a ficar bilionário.”
Ney relata que foi diagnosticado com câncer no rim, câncer de próstata e com metástase nos ossos e sofreu a demissão após comunicar Ratinho e o SBT. “Por lei não pode. Fui demitido via e-mail. Fiquei sem plano de saúde para tratar, sem dinheiro porque era PJ. Quase morri. Me salvei por ajuda e alguns amigos. Fui proibido de trabalhar porque os cânceres judiam muito da gente”, explicou.
O jornalista diz que, depois de vencer a ação contra a emissora e o antigo patrão, ainda precisou lidar com a demora no pagamento. “Depois de 3 anos, ganhei a ação e Ratinho e SBT começaram a enrolar para pagar. Foi mais de 1 ano e a saúde indo pro saco. Você acha que posso gostar dum cara desses? Ponha-se no meu lugar”, pediu.
Ney trabalhava na emissora há 22 anos quando foi demitido. Com o auge da pandemia da Covid-19, a emissora justificou a dispensa com o fato de ele pertencer ao grupo de risco e precisava cuidar da saúde. Surpreso com a justificativa, ele decidiu acionar a Justiça.
“Nos três últimos anos, trabalhei com a doença. Eu não poderia ter sido demitido por isso. Aí entrei com a ação”, contou Ney em entrevista a Leo Dias.
Ney ganhou a ação por dois motivos fundamentais. O primeiro deles foi o reconhecimento de uma dispensa discriminatória, já que ele foi demitido em meio ao tratamento do câncer. Além disso, a Justiça do Trabalho também determinou que houve uma fraude na contratação do repórter como pessoa jurídica.
Com isso, o SBT foi condenado a pagar os encargos trabalhistas rescisórios de todo o período de contratação - nesse caso, de junho de 2009 a agosto de 2020, como férias em dobro, 13° salário, horas extras, FGTS e aviso prévio.
“Eu sou pessoa jurídica, trabalhava de CLT, inclusive com acúmulo de função e várias outras irregularidades. A Justiça viu que eu tinha direito a receber tudo o que merecia, e declarou que eu não poderia ser demitido de forma alguma por conta dos meus dois tratamentos de cânceres, no rim e de próstata”, comentou Ney.
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